04/03/2008

Falando de amor.


Hoje eu parei pra assistir televisão e deparei com uma cena muito corriqueira no cotidiano: a banalização do "Eu te amo".
É incrível como as pessoas declaram amor em público, ou não, mesmo nem sabendo a importância dessa frase e seu peso!

Quando penso em amor, penso em algo muito forte, algo que nem as barreiras do tempo e nem as de espaço destrói. É um laço que é praticamente indestrutível...(in)apagável.
Amor é algo, de certa forma, muito simples e, ao mesmo tempo, muito complexo. Complexo porque simboliza a existência de um vínculo emocional (e quase visceral) com alguém e simples porque surge de uma forma tão mágica e delicada que nem se sente de verdade... como se nos anestesiasse.
De acordo com a psicologia, existem três definições básicas para este sentimento: A primeira faz referência ao amor dos pais (e na minha concepção o mais forte) a dedicação total oferecida as suas crias.
A segunda, por sua vez, trata o amor como fraternal que é o existente entre os amigos.
E a terceira, pra finalizar, refere-se ao amor homem-mulher. Este tem um complemento que torna o amor mais palpável, mais...firme: o sexo, que entre um casal que se ama só tende a confirmar esse amor.

Ops...o tema é tão amplo que eu desconversando.
Voltando pro assunto central do post que é a banalização dessa frase...

Você conhece uma pessoa hoje e semana que vem já está gritando aos quatro ventos: Eu te amo!
Aí são declarações publicas e nhê, Nhê, Nhêm...blá, blá...bláh e pronto!
Acaba a amizade e você fica com ódio mortal dessa pessoa e nem quer mais passar na frente dela, tamanha a raiva e fúria.
É nesse momento que eu me pergunto: Isso foi amor, isso é amor? Nunca!

Lembrei agora o que um grande amigo me disse certa vez que "o contrário do amor não é o ódio e sim a indiferença". A frase é conhecida e tem um Q de verdade. O que mais dói não é o pouco caso daquela pessoa que até ontem esteve bem próxima a você e nem ódio e rancor que ela agora sente. O que incomoda de verdade, que dilacera é a indiferença, anormalidade, apatia que a pessoa te trata, como se nada estivesse acontecido, como se nem estivesse aí pra tudo o que tem em você que grita e que se declara em sussurros (ou até urros!) que só faltam...ah! Que nem falta nada...porque está ali, declarado nos olhos, nos toques, nos gestos e só sendo muito anormal pra não perceber.

Voltando de novo pro assunto do post...
Pois é daí é um blá blá blá, proferindo-se um amor que nem existe, que nem lateja, que nem sequer pensou em existir. ..como se falar fosse mesmo provar alguma coisa. Falar não modifica nada porque as palavras o vento pode levar...as cartas podem apodrecer, mas os momentos...ah...esses não morrem!

Pensando nisso, afirmo categoricamente que eu te amo por tempo delimitado não existe!
O amor é infinito...e permanece incólume...ileso diante de todas as barreiras impostas pelas curvas fechadas que encontramos nos caminhos tortuosos da vida. Ele pode até se sentir acuado, mas permanece ali, escondidinho nos recantos dos nossos corações esperando apenas uma ocasião,um detalhe, por mais simples que seja, pra explodir e tornar tudo muito mágico e confuso em nossas mentes.

Dizer que ama alguém também é meio paradoxal, uma vez que ao mesmo tempo que é simples de dizer e, de se sentir também, é forte, muito forte pra ser jogada fora na lata do lixo logo em seguida... pra ser deletado de dentro de nós.

Portanto, eu te amo deve ser proferido apenas em situações reais e verdadeiras,tem que ser dito de forma sincera. Pode sair do meio da noite, no escuro (li em algum lugar) ou numa ocasião pouco prevista (porque aí o choque é maior), mas tem que ser dito de coração.
Pensando bem, nem é necessário que ele seja realmente dito...porque quando se ama alguém de verdade, você sente medo de dizer isso!

Flávia Lago
"O Amor: nobre como Ouro, forte como o chumbo, suave como as nuvens e incerto como a chuva".





12 comentários:

Anônimo disse...

Bom blog...

ótimo tema...

Duh disse...

ai, eu tbm botei o trailer do caçador de pipas no meu blog, assisiti umas 10 vezes, li o livro e ameiii.

Quanto a esse post eu acho que nunca vou sentir esse 3º tipo de amor que você citou...
e a frase da indifernça ser o oposto do amor eu tbm concordo plenamente.

bjim.t+_

Euzer Lopes disse...

Faça o seguinte: não acredito no "eu te amo" que se vê nos filmes...
Acredite no "eu te amo" que seu coração "diz". E que ele, o coração vai escutar do coração de quem disser "eu te amo".
Estes serão menos banal, com certeza.

Renato Barbosa disse...

Amor .. ooo palavrinha complicada ..

Falo assim pois a pouco tempo passei por um grande decepção ..

São tantas incertezas ..
tanto medo de amar .. de novo ..

Mesmo não sendo amado .. tinha extermo prazer em ama-la .. fazer tudo por ela ..

Acredito muito nesse sentimento ...

mas infelizmente este está sempre acompanhado, do odio e das incertezas ..

mesmo eu falando assim, sendo de certo ponto um pouco rude ..

Acredito de coração que o sentimento mais lindo do mundo ..

Gostei do blog ..

Vou voltar aqui mais vezes...

Da uma olhadinha na minha historia .. principalmente feveiro ..

bjs fui ...

http://renatobarbosa.blogspot.com/

Duh disse...

[Deus tem algo muito bom reservado para nós...]
sabe, eu tbm pensava assim, mas acho que já estou começando a desacreditar nessa frase.
Vc tbm nauw gostou da saida da JU?
olha, temos algumas coisas em comum hein...

bjo.t+

Àgua-Alta disse...

Texo bacana.
O amor dá o que pensar.

bjs

Apenas "eu" Luis felipe ! disse...

Gostei do blog trata de assunto do coracao!!

abraço

Joyce disse...

"o contrário do amor não é o ódio e sim a indiferença".

Adorei... Pura verdade!

BLOG PERFEITOOOO!

Beijos

Joyce

Mayna disse...

Acredito que podemos amar uma pessoa em poucos dias. Como também acredito que esse amor pode vir a se tornar ódio ou indiferença. Mas acima de tudo acredito no amor! Esse tema é muito complexo e dá pano pra manga...rsrs

Visite-me
http://maynabuco.blogspot.com

Caique Gonçalves disse...

Muito obrigado, querida.
Fique a vontade para adicionar meu blog. E seja bem vinda à blogosfera.

Abs

o'Ricci disse...

uma pena... as últimas gerações não sabem a diferença entre "eu te amo", "eu gosto de você" e "só quero te comer, fdp"...

não se preocupe, daqui a algumas gerações, o moralismo pendular retorna. Só não sei se eu é que devo ficar preocupado com isso.

Belo desenvolvimento do tema!

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado