22/10/2008

"Efeito borboleta"



Atos impensáveis e atitudes infantis, carregadas de imbecilidade, levam algumas pessoas a cometerem erros que podem lhes fazer perder o bem maior que se pode ter: a amizade de alguém.
Por mais absurdo que se possa parecer, a ausência do perdão de quem amamos é o preço que pagamos (além do auto-desprezo), a cruz que carregamos e,como se não bastasse, as chagas que doem e latejam num ritmo vibrante e dolorido. Doem por termos que conviver e dormir com os erros, que não nos deixam e, tampouco, nos fazem esquecer o quanto foi lamentável e lastimoso agir de tal maneira. E justamente por incomodarem demais, acabam por nos tornar mais encorajados a não cometê-los novamente.

Para alguns, talvez esse percurso não seja uma Via Crucis, dotada de lamento e dor, uma vez que pouco lhes importa se feriram e machucaram outrem. Em contraponto, para outros aí é que está o remédio capaz de fazer esses mesmos erros se distanciarem de suas vidas, seguindo rumo ao infinito, juntamente com a reta do egoísmo.
Ser humano é estar fadado a imperfeição, é ser passível de acertos e erros. Não há como fugir disso. Há como remediar e como prevenir. Mas será que os procuram remédios são tão dignos de rancor?
Arrependimento é uma das palavras que mais se encaixa num futuro mais que perfeito. Arrepender-se de fato é deixar para trás aquilo que aconteceu, sem esquecer; procurando (des)fazer, (re)fazer todo o mal que foi causado a alguém.


É tentar merecer, sem certeza de alcançar, o perdão de quem se ama.

Ah, se o tempo voltasse atrás...

2 comentários:

Mari Rosell disse...

Flor, tudo que tinha pra dizer eu já disse!
O bom de se errar, é aprender.E eu vejo que você aprendeu!
Dê tempo ao tempo e tudo se resolverá!
Pode sempre contar comigo!

Flávia Lago disse...

Obrigada, Mari, de coração.
"Tem sempre uma coisa boa pra acontecer na vida da gente"...esperarei por isso!
Beijos da amiga de blog da cidade das mangueiras.