
Fechou os olhos, sentia um aperto estranho no peito, palavras engatadas um pouco abaixo de um nó que insistia em sufocar e trazer o silêncio.
Tudo o que queria era poder dizer o que sentia, mas percebia que o todo o sentimento estava congelado em função da noite de inverno, que fazia seu corpo doer e tremer como um terremoto que destrói tudo ao redor e tira toda a estabilidade do firmamento.
Firmamento?
A cada passo adiante, com todo o infinito à sua frente, sentia o amargo em sua boca, lágrimas que escorriam uma a uma, numa lentidão que fazia apreciar seu sofrimento; talvez inconscientemente sabia que por trás de tudo aquilo, de alguma forma ainda desconhecida, haveria algo de muito mágico a acontecer.
Ao olhar para trás, via todo aquele firmamento sumir, cair num abismo a cada passo que dava, sendo impossível voltar, re-pensar nas suas escolhas. Não adiantava mais se arrepender.
A chuva e o vento forte confrontavam com seu corpo encolhido num sobretudo escuro. Parecia estar ‘remando contra a maré’. Ouvia sons semelhantes a choro, gemidos, lamúria... Aquilo incomodava. Tinha o costume de guardar pra si as dores, os amores...
Agora só restava o horizonte e o universo todo ao seu redor.
Como não ver?
Sentiu novamente aquele aperto, uma sensação estranha e, dentre todos os sentimentos vibrantes (muitas vezes confusos) que habitavam seu coração, soube distingui-lo muito bem: era a saudade.
Menos mal!
Olhou novamente por sobre os ombros, parou e virou de frente pro nada. Não tinha reparado ainda, que por cima de tudo aquilo, havia um horizonte brilhando, penetrante à sua visão.
Tudo o que queria era poder dizer o que sentia, mas percebia que o todo o sentimento estava congelado em função da noite de inverno, que fazia seu corpo doer e tremer como um terremoto que destrói tudo ao redor e tira toda a estabilidade do firmamento.
Firmamento?
A cada passo adiante, com todo o infinito à sua frente, sentia o amargo em sua boca, lágrimas que escorriam uma a uma, numa lentidão que fazia apreciar seu sofrimento; talvez inconscientemente sabia que por trás de tudo aquilo, de alguma forma ainda desconhecida, haveria algo de muito mágico a acontecer.
Ao olhar para trás, via todo aquele firmamento sumir, cair num abismo a cada passo que dava, sendo impossível voltar, re-pensar nas suas escolhas. Não adiantava mais se arrepender.
A chuva e o vento forte confrontavam com seu corpo encolhido num sobretudo escuro. Parecia estar ‘remando contra a maré’. Ouvia sons semelhantes a choro, gemidos, lamúria... Aquilo incomodava. Tinha o costume de guardar pra si as dores, os amores...
Agora só restava o horizonte e o universo todo ao seu redor.
Como não ver?
Sentiu novamente aquele aperto, uma sensação estranha e, dentre todos os sentimentos vibrantes (muitas vezes confusos) que habitavam seu coração, soube distingui-lo muito bem: era a saudade.
Menos mal!
Olhou novamente por sobre os ombros, parou e virou de frente pro nada. Não tinha reparado ainda, que por cima de tudo aquilo, havia um horizonte brilhando, penetrante à sua visão.
As lembranças nunca caem por terra, permanecem sempre no mesmo lugar. Basta ter sensibilidade e vontade suficiente de querer encontrá-las e (re)encontrá-las sempre que se quer.
- A casa é sempre aberta às visitas. Dizia a Sª. Recordação.
Olhou novamente adiante, sentiu seus passos firmes. Sabia que tinha que cravá-los um a um no chão do presente com sensatez. Eles não voltariam mais.
Respirou bem fundo; as estações mudam, mas sempre, quando menos se espera, nos surpreendem; seja uma manhã chuvosa em pleno verão, seja numa onda de calor confortante que surge em plena tempestade ...
Olhou novamente adiante, sentiu seus passos firmes. Sabia que tinha que cravá-los um a um no chão do presente com sensatez. Eles não voltariam mais.
Respirou bem fundo; as estações mudam, mas sempre, quando menos se espera, nos surpreendem; seja uma manhã chuvosa em pleno verão, seja numa onda de calor confortante que surge em plena tempestade ...
Acordou do sonho e se sentiu feliz por ter mais um dia inteirinho.
Mais feliz ainda por ter memória!